Apetece-me provar dessa loucura de que falas e mergulhar nesse mar profundo onde Deus habita.
Ultrapassar todos os limites impostos pela sociedade e viver na corda bamba que está para além de mim...
Para além das minhas "condições de possibilidade".(imperativo categórico kantiano).
Mas essa pertence a uma esfera numénica inalcansável e inacessivel a qualquer ser humano
porque somos feitos de carne e osso e não apenas essência,
porque somos visiveis ao olhar dos que nos rodeiam e pior ainda,
porque temos de conviver com eles e muitas vezes para eles.
Esse é o motivo pelo qual estamos aprisionados na caverna de Platão e não conseguimos ainda ver a luz, apenas as sombras das coisas que passam por detrás de nós...
É por isso que a filosofia demarca essa diferença entre o cognoscivel e o inconsciente.
Não sei se Kant teve ou não razão na sua Critica da Razão Pura, o facto é que a esfera dos fenómenos abarca tudo o que conhecemos.
E o que é a nossa vida senão isso mesmo?
Viver com o que sabemos. O desconhecido permanece ele mesmo no desconhecimento e não há ninguém que o consiga alcançar.
Ficámos desde sempre aprisionados a um tempo determinado e finito incorporando uma matéria com com a qual nos mostramos perante o Dasein e a passagem ao numénico far-se-há apenas quando essa duração chegar ao fim.
Esta é a condição incondicional à qual nunca poderemos fugir.
Essa loucura de que falas é no fundo o belo e o sublime, esse desejo de correr atrás do desconhecido sem nunca o conseguir agarrar, a ancia de apanhar todos os momentos com uma só mão e a fúria desesperada de querer ser feliz.
segunda-feira, 21 de maio de 2007
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Um comentário:
:)
"porque somos visiveis ao olhar dos que nos rodeiam e pior ainda,
porque temos de conviver com eles e muitas vezes para eles."
acredito que a nossa liberdade passa (tb) por não deixarmos 'esses' olhares pesarem sobre a nossa acção..
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