sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Las chicas paraquedistas em Évora

Há dias sai para beber café depois de jantar com o pessoal do costume e quando dei por mim a noite já ia alta e dai passou a dia e sem dormir fui trabalhar e a seguir parti para o Algarve e por ai fora…
”Tanta resistência aos 32!”
Foi mais uma noite louca, uma noite de euforia como todas as que tenho passado nos últimos meses.
Descobri que afinal a minha felicidade se resumia a muito pouco comparado com o que vivo agora.
Já não é novidade para ninguém que me conhece o tempo que passei enfiada num relacionamento quase de onze anos e quase sempre a dois. Éramos dois para tudo e um para o outro. Não sei se me faço entender…
Afinal onde estava o mundo que me fugiu mesmo por baixo dos pés?
Hoje pergunto “Como fui deixar a vida escapar-se de mim…”
Que vivi eu? Que felicidade tive?
Não digo que tenha sido tarde porque “agora” nunca é tarde para viver.
Hoje agradeço-te pelo acto de coragem que tiveste!
Hoje desejo-te felicidade para o futuro tanto quanto o desejo para mim própria.
Porque hoje é um outro tempo, um outro espaço, um outro estado de espírito, uma outra vida que, perpetuando-se desde o início a mesma, renasceu e desabrochou num outro caule.
Hoje nasceu uma rosa amarela que vai abrindo e ficando cada vez mais encantada ou melhor, que se vai deixando encantar…
Encantar-se com a vida, encantar-se com as pessoas que a rodeiam, apaixonar-se pelo sol que a cumprimenta de manhã e pela lua que lhe sorri à noite.
Agora tudo a faz mover montanhas, tudo a fascina, a própria tinta da caneta com que escreve e o papel de fundo branco, imaculado…
Os riscos das palavras lavram agora um outro testemunho de si.

Coisa que nunca fiz durante onze anos– Escrever. Não que não me desse vontade, mas depois de ver um diário de uma adolescente enterrado num buraco escuro e profundo, totalmente desfolhado preferi guardar as palavras importantes no arquivo do meu cérebro ou mais para lá…

Bom, estou a distanciar-me do que interessa…

Voltando à noite de quinta-feira passada…

É verdade, sai para beber café apenas, e tão-somente isso…
Do café nos Álamos fomos à Harmonia, da Harmonia ao KIF, do Kif ao D. Duarte e do D. Duarte fomos à pastelaria das Pites comer as famosas empadinhas que entretanto já tinham esfriado dado o avançado da hora. Foi muito divertida aquela noite! Acabei dando guarida a duas raparigas do norte que entretanto passavam por Évora durante o seu percurso de férias em pacote economicíssimo (porque traziam a casa ás costas no porta bagagem) para Sevilha.
A Cláudia e a Maria nunca tinham passado por cá. Pararam apenas para relaxar um pouco da viagem e beber um copo na cidade e por acaso cruzaram-se connosco.
O que posso concluir disto tudo é que, tal como a Cláudia me disse no mail que me enviou a posteriori, a vida é imprevisível, algo de inesperado pode sempre acontecer…e esse algo é o que dá estimulo à vida, é o que a faz vibrar e é acima de tudo o que me faz querer viver mais e mais…

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