quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Férias 2007



Ah! Viagem de fundo cristalino, esta que iluminou os meus dias cinzentos de pranto.
No crepúsculo os Deuses brindaram à vida que ainda se faz sentir nas minhas veias.
Paz serena, amena, com gosto de uva tenra, figo seco e frutos silvestres. Manhãs de clarividência da minha alma, noites apaziguantes dos meus tormentos.

Ah! Colinas que encobriam os males que Baco tentara lançar sobre os pobres entes indefesos, fazendo deslizar por entre os seus vales rios de lágrimas entusiásticas que tentavam calar o descontentamento da minha sorte.

Viagem… curativa da minha inquietação, contrastante do desconcerto do meu espírito.
Impugnadora da minha condição de encarcerada numa tela pintada a preto e branco…

Jogo agora com todas as cores da natureza, as cores originais no seu estado de pureza mais remota, imaculada, renegando todas as sordidezes e crueldades da mão humana. Inocência original que me conduz ao infinito do meu ser. Revelação da minha essência.

Ah! Como eu desejava que a esfera humana fosse igual às paisagens das praias fluviais, onde as folhas das árvores se espelham com a sua beleza natural nas águas tépidas das correntes calmas, sem ressentimentos, sem narcisismos, sem mágoas, mostrando apenas a sua nudez absoluta.

Porque não é tão simples a relação entre os homens?

Um comentário:

Anônimo disse...

boa questão:) mais uma daquelas sem resposta...
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