sexta-feira, 4 de julho de 2008

ÁNIMA


No alento do tempo que se faz vento
balanço as minhas asas e canto
Pimba, rock, funk,
tanto faz...

O tempo é de rir
foi feito para se viver enquanto fenómeno material existente
nessa ánima que o envolve até ao limite do nosso suspirar

Lamentos, tristezas, passados incongruentes com a vontade que já passou
para quê? Não vale nada hoje!
É por isso que se chama passado...
E o que lá vai, lá vai...
como diz o ditado popular

Essa sabedoria que tanto clama a vóz de uma teoria antiga,
remota aos nossos antepassados, que da observação da natureza construiam a sua sapiência....
Tinham razão, talvez mais que as hipotéticas análises sistematológicas dos tubos de ensaio!

Que texto tão estranho, hoje deu-me para isto...
Enfim..
Continuando...

Hoje canto, sim é verdade
também danço...
Faz bem ao coração
e à ánima!

"Por te amar demais agora sofro."
"Por te amar demais agoro Choro."
"Por te amar demais agora imploro"
"Por te amar demais perdi o teu amor!"

Sim canto este refrão no meio de uma canção alegre num bailarico de verão!

Gosto???
Não.

Principalmente da letra. É lamechas!
E digo mais.
É lamechas!
É lamechas :)
É lamechas :p

Porque eu nunca amei demais,
Talvez tenha amado de menos!
Agora amo sim...
A vida.
A ti.
Ao horizonte.
À natureza no seu puro estado de beleza natural
Amo o Belo e sublime ser animal
Amo-me a mim...

Porque sou eu que vivo dentro da minha ànima!
Monada com portas e janelas abertas para o mundo...
E no entanto tão fechada no seu intimo recanto
recolhida e abrigada no seu espelho exterior...

Mónada à moda de Leibniz, Malebranche ou Arnauld
Se Descartes pensou, fez ele bem...

Tomás d'Aquino chamou-lhe quid

Essência interna que se espalha no filamento
do sussurrar da vida eterna
eu pelo menos terrestre
que a celestial ainda é um enigma por decifrar...

Ánima, prefiro esta...
Tem uma sonoridade fina...
Tem o seu "Q" de sentimental
E veste um encanto total
dentro do meu ser.

Um comentário:

Luis disse...

Que lindissima expressão.
Composição completa.5*.