quarta-feira, 29 de abril de 2009

A revolução de mim


Que faço aqui neste lugar?
Morri.

Desperto no sonho de me descobrir num outro espaço e num outro tempo,
longe daqui.

Voo para o galho mais recondido que existe na natureza, para te poder observar,
de longe...

Escuto a tua vóz, relembro os teus pensamentos,
leio o teu ser interior.
Analiso-te.

Sigo atentamente o livro da tua vida,
das tuas memórias, do teu saber.

Tento compreender as tuas ideias, os teus desejos,
apropriar-me das entrelinhas que escondem a tua essencia.
Interpreto-te.

Voo mais longe ainda, para ouvir o bater do teu coração,
sentir a tua pulsação, tocar na tua pele para perceber,
se está quente, se está fria,
Se o coração bate depressa ou lentamnete, para verificar se as veias estão salientes ou encolhidas pelo destreza do tempo que já viveste...
sintetizo-te.

Por fim concluo que há páginas em branco ainda virgens, com a sua textura original intacta depois do tempo em que o sangue foi derramado por cima da obra.

O ensaio sobre ti fica para depois...
Agora é tarde!!

Um comentário:

Luis disse...

sempre fascinante.
tudo de bom.
1 optima semana.