Lancheira
Curiosamente, surgiu-me uma ideia ao ver um documentário francês sobre a importância da lancheira em nossas vidas.
Antigamente, os trabalhadores agrícolas levavam o seu tarrinho de cortiça com o farnel bem sustentado para o almoço.
As açordas, os cozidos, o feijão com massa...
Lavravam a terra com as suas próprias mãos.
Semeavam os produtos e colhiam-nos no fim.
Trabalhavam de sol a sol e eram felizes...
Depois vieram as marmitas de aluminio que os trabalhadores levavam para as fábricas com a sopa por cima e o 2ª prato por baixo e aqueciam-se ao lume.
Hoje as lancheira são feitas de material descartável. Podem ir ao microondas e depois de usadas deitam-se no lixo.
Afinal Prometeu enganou Zeus para dar a conhecer o fogo aos homens. Roubou o segredo dos Deuses que ficaram furibundos com ele e lhe enviaram uma deusa como presente envenado. Pandora.
Prometeu, desconfiando da oferta, rejeitou-a, apesar da sua aparente beleza e doçura. Porém o irmão, Epitemeu, a quem Promeu tinha confiado uma "lancheira" para guardar secretamente, enfeitiçou-se por Pandora, revelando-lhe o segredo de Prometeu. Pandora abriu a lancheira, que continha todos os bens dos Deuses. Ao abri-la os bens evaporaram-se ficando apenas a esperança, espalhando-se o mal entre os homens. Assim, a civilização ficou para sempre condenada a todos os males provenientes da caixa de Pandora.
Não sei se os Deuses continuam a ter segredos para nos revelar, para que consigamos ter um futuro melhor, ou se Zeus continua a enviar-nos presentes envenenados...
Os tarros agora só se avistam nos museus de artezanato tradicional.
As marmitas de aluminio deixaram de se fabricar, desaparecendo por completo.
A lancheira descartávél parece ser a ordem do futuro, porém demora séculos a destruir-se...
Daqui a alguns anos, longos anos, veremos como serão as lancheiras...
E as lixeiras!!
Por isso, no próximo dia 20 vamos limpar Portugal. Temos de começar por algum lado!
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