Reflexos
Cada ser é o reflexo do outro que com ele convive. Não interessa quem seja ou o que seja. Nós vivemos em sociedade e acabamos por nos formatar de acordo com o grau de aceitação que o Dasein espera de nós. Assim, somos impedidos ou impelidos a tomar atitudes.
Que espero eu dos outros?
Que espero que outros esperem de mim?
Essa é a minha busca constante neste espaço existencial do aqui e agora, do tudo e do nada, do ter e do ser ...
São várias as nossas máscaras do tempo. Os papeis que desempenhamos na vida em sociedade...
No entanto tudo reside no eu - Ego. A forma como nos vemos e como vemos os outros e de que forma essa análise é feita, mais uma vez, por nós mesmos. Tudo se centra no eu, mas não podemos olhar para o nosso eu a partir desse centro que sou eu. Se não, vejamos:
Como é que a partir do meu centro eu vejo o meu centro?
Tu consegues???
Pois, parece que cada vez mais as pessoas cegam. Melhor dizendo. Cegam-se! O nosso eu tornou-se cada vez mais invisível. O consumismo exacerbado, a corrupção, o alarmismo da crise financeira, os atentados, as guerras, os terramotos, os tsunami, o desemprego, etc.... não são mais que noticias para nos cegarem. Para nos preocuparmos com o mundo (que se passa lá fora), mas sem que nos inscrevamos nele, sendo esta uma forma de alienação de nós próprios!
José Gil, no Seu livro Portugal hoje, o medo de existir fala-nos acerca na nossa inscrição na história, nos acontecimentos do quotidiano, na politica, no circulo existencial que nos rodeia como uma forma de não inscrição da nossa identidade, tanto colectiva como individual.
Mas o mundo pula e avança aos nossos olhos e somos nós que estamos dentro dele. Fazemos parte de um ego colectivo. Contribuímos para essa mudança. Nós produzimos aquilo que somos..
E nós, quem somos afinal??
Um comentário:
boa reflexão...;)
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