quarta-feira, 20 de junho de 2007

Na noite sobrevivo como pena de não poder morrer…



Se a vida cumpre a sua tarefa escatológica, obrigando-nos a percorrer os labirintos mais infames na esperança de encontrar a luz que espreita lá do fundo, porque nos fomenta esta cegueira constante e nos larga à deriva, deixando-nos apenas tactear o espaço em que nos movemos?

Esse espaço enublado por baixo do sol que não se deixa sorrir e abrir-se directamente para dentro de nós.

Ao invés disso, na noite perdura um luar que nos ilumina essa estrada labiríntica onde os caminhos se entrecruzam desconhecendo-se o seu findar. Essa luz ilumina as trevas e os óbices que nos travam a passagem e nos fazem recuar e escolher outra estrada igualmente labiríntica onde nos perdemos sem avistar uma saída.

Seria bem mais fácil jogar a nossa vida na “Second Live” onde a realidade se desenvolve de forma virtual e basta carregar no botão para terminar e carregar novamente para recomeçar de novo, criando criaturas de todas as espécies, inseridas em formas de vidas com diferentes padrões. Talvez até mesmo a primeira vida se pudesse reiniciar a partir do ponto em que se carregou no botão pela última vez para apagá-la.

Comandar a second live pode até ser mais fácil que comandar a própria vida mas só daqui a uns séculos quando os deuses já foram homens…

Contudo, na realidade vivida enquanto tal, só no fim da jogada se compreende porque terminámos apenas com aqueles pontos!

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