sexta-feira, 29 de junho de 2007

Perdida na poesia

Ouço uma porta a fechar
Apaga-se a luz, fico no escuro
Olho em frente e presenteia-me o futuro…

Aí percorro rios
Aí percorro estradas
Aí caminho a passos lentos
Para a porta de entrada
No pais das maravilhas

Alice…
O gato troça
As cartas baralham
Não faço Xeque-mate
As peças não se encaixam

Resta-me o Deus que me perdeu…
Escuto o seu chamamento
Procuro no escuro a sua voz
Que vem bem lá do fundo
Como quem se quer esconder de nós

Asfixio…
Sem ar para respirar
Alguém me dá a mão
Levanto-me, ponho-me a andar
Seguindo o sentido do meu coração

Amor…
Olhas para mim. Sorris
E foges como as folhas caídas das arvores,
Arrastadas pelo vento
Depois voltas para me dizeres de novo adeus
Pintando o retrato do momento

Perco-me…
Nos tempos de outrora
Onde tudo era iluminado
Por uma mística encantadora
Por entre sorrisos desinteressados


Palavras…
Leva-as o vento
Para o centro da lua
Que me guarda o sentimento
Que se encontra cá dentro

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